Projeto 100% Digital – a nova era do Judiciário

No último dia 6, durante a sessão solene de Abertura do Ano Judiciário, o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador José Renato Nalini, assumiu um desafio proporcional à grandiosidade da maior Corte de Justiça do País ao anunciar o projeto 100% Digital, que prevê, até o final de 2015, a implantação integral do processo digital em todas as varas do Estado.

O objetivo da iniciativa é levar a agilidade da tramitação eletrônica de feitos a 58% das varas remanescentes nas 311 comarcas do Estado – atualmente, 42% das unidades de primeira instância recebem novas ações apenas em formato digital, enquanto que o segundo grau já está totalmente virtualizado.

Para tornar possível a implementação do projeto, em 2013 o TJSP unificou os diferentes sistemas em operação e instituiu o Sistema de Automação da Justiça (SAJ) em todas as unidades judiciais do Estado.

Agora, com o 100% Digital, em 2016 nenhum processo em papel dará entrada na Justiça paulista. “A implantação do processo digital começou em 2006, com a experiência da primeira unidade totalmente digital, nas instalaçõesda estação São Bento do metrô, para causas de competência do Juizado Especial Cível. Desde então, nove outros foros totalmente digitais foram instalados e, em 2013, unificamos os sistemas para viabilizar a virtualização total. O processo digital elimina até 70% do tempo perdido no processo físico com o transporte dos autos e respectivas anotações de controle”, afirma Gustavo Santini Teodoro, juiz que integra a Assessoria de Tecnologia da Informação do TJSP.

A disponibilização do processo digital traz diversos benefícios, dentre os quais a eliminação do tempo perdido com deslocamentos dentro e fora dos prédios, como, por exemplo, quando há necessidade de encaminhamento dos autos do cartório para o gabinete do juiz, para o setor de reprografia, para o Ministério Público e para os setores de psicólogos e de assistentes sociais.

Outra importante vantagem é que o processo digital fica plenamente disponível a todas as pessoas autorizadas, em tempo integral, mesmo fora do expediente forense. Isso permite a automação de tarefas e possibilita a consulta e prática de atos judiciais a partir de qualquer ponto de acesso à internet, 24 horas por dia, mesmo em finais de semana e feriados. “Estudos realizados por tribunais que utilizam o SAJ indicam que, com a implantação do processo digital, há um ganho de 47% na taxa de vazão das ações e aumento de 50% na produtividade de magistrados”, explica o juiz Antonio Carlos Alves Braga Júnior, também da Assessoria de TI.

Além disso, a tecnologia possibilita ainda grande economia de papel. Dados do Conselho Nacional de Justiça apontam que são distribuídos mais de 20 milhões de novos processos por ano no Brasil – o TJSP responde por 25% dessa demanda, com 23 mil novas ações ajuizadas todos os dias – que, no formato físico, utilizam cerca de 46 milhões de quilos de papel. Para isso, são consumidas 690 mil árvores, com desmatamento de 400 hectares e utilização de 1,5 milhão de metros cúbicos de água (suficientes para abastecer uma cidade de 27 mil habitantes durante um ano).

Ao contrário do que possa parecer, a expansão do processo digital não implica aumento no consumo de energia, como diz o também juiz assessor para assuntos de Tecnologia da Informação do TJSP Fernando Antonio Tasso. “Os processos físicos de hoje são híbridos, construídos em papel, mas também por meio de sistema informatizado. Portanto, esses autos – físicos ou digitais – dependem integralmente de um sistema de informática já existente, ou seja, com a expansão do projeto, o TJSP utilizará infraestrutura disponível.”

Quanto à segurança da informação, o magistrado afirma que o Tribunal utiliza os mais modernos mecanismos disponíveis para operacionalizar o processo digital. “O sistema atual comtempla mecanismos de backup com vários níveis de redundância, além do que os datacenters são aparelhados com geradores e operados sob a gestão direta do Tribunal de Justiça. Trata-se de mais um passo à frente no processo de modernização, orientado pela visão de uma Justiça mais moderna, eficiente e transparente.”

N.R.: texto originalmente publicado no DJE de 25/2/15.

Fonte: Âmbito Jurídico

Lá vem o ‘leão’

O Certificado Digital reduz o risco de o contribuinte cair na malha fina

Julio Cosentino*

Uma das primeiras obrigações anuais de muitos brasileiros, a entrega da Declaração de Imposto de Renda ainda assusta e transforma em correria o dia a dia do contribuinte para buscar os documentos necessários para o preenchimento e, até mesmo, abatimento dos valores. No ano passado, a Receita Federal do Brasil (RFB) recebeu quase 27 milhões de declarações no encerramento do prazo da entrega. Destas, apenas 27 mil (cerca de 0,1% do total) foram enviadas através da utilização de smartphones e tablets.

Desde 2014, a Receita facilitou a vida do contribuinte, com a possibilidade de uso do Certificado Digital. Com ele, a declaração já vem pré-preenchida, com total sigilo fiscal, o que evita erros de digitação e diminui as chances de se cair na tão temida malha fina. Ela já vem com todas as informações vinculadas ao seu CPF que constam na base da Receita.

Este ano também há mais uma opção para os contribuintes que possuem o Certificado Digital: o Rascunho do Imposto de Renda. Com esta alternativa on-line, é possível registrar as operações realizadas durante todo o ano-base, neste caso, 2014. Até 28 de fevereiro, o programa estará disponível na página da Receita, além dos aplicativos para os sistemas operacionais iOS e Android.

Quem optar por usar o Certificado Digital pode verificar informações sobre as fontes pagadoras; obter a declaração do ano anterior; regularizar no mesmo dia sua situação com a RF caso caia na malha fina; eliminar divergências das suas informações declaradas com as fontes pagadoras; possibilitando correções em tempo real; e retificar pagamentos, além de imprimir comprovantes.

O Certificado Digital serve ainda para acessar serviços exclusivos no site da Receita, além, é claro, de poder assinar digitalmente documentos eletrônicos com a mesma validade jurídica da sua assinatura de punho.

*Vice-presidente da certificadoraCertisign

Fonte: DCI

NFC-e traz redução de custos e agilidade

Redução de custos, segurança, agilidade e controle fiscal em tempo real na hora das compras para beneficiar consumidores, comerciantes e a Receita Estadual são as principais vantagens da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) paranaense, lançada em novembro do ano passado, em Curitiba. A NFC-e está em processo de implantação em todo o país, em substituição ao documento em papel.

“A adesão do Paraná à NFC-e é um grande avanço. É o fechamento de um ciclo que vem ocorrendo para desburocratização e simplificação dos procedimentos com mercadorias”, afirmou o diretor da Receita Estadual, José Aparecido Valêncio, na época do lançamento da NFC-e.

“A NFC-e reduz custos e torna o cidadão também um fiscal, além de reduzir o impacto no meio ambiente com o uso cada vez menor de papel”, acrescentou o auditor da Secretaria da Fazenda da Bahia, Eudaldo Almeida de Jesus, também presente ao lançamento no Estado em 2014.

O auditor da Secretaria da Fazenda de São Paulo, Newton Oller de Mello, líder nacional do Programa NFC-e, citou os principais benefícios da nota fiscal eletrônica – a simplificação do processo de compras, o apelo ecológico, o controle fiscal em tempo real e a possibilidade de o consumidor verificar a validade e autenticidade da NFC-e, além de receber o documento no seu dispositivo móvel, como smartphone ou tablet.

A Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica é um documento fiscal eletrônico emitido nas operações comerciais de venda presencial ou com entrega em domicílio, para o consumidor final — pessoa física ou jurídica — em operação no Estado, sem possibilidade de geração de crédito de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ao adquirente.

NFC-e
Armazenagem eletrônica

Com o uso da NFC-e é possível dispensar a impressão do documento. Caso o consumidor queira solicitar a impressão, a nota eletrônica será representada pelo Danfe NFC-e (Documento Auxiliar de Nota Fiscal), na forma completa, com o detalhe da venda, ou resumida, somente com os valores totais da venda. A NFC-e é emitida e armazenada eletronicamente, com existência apenas digital. A validade jurídica é garantida pela assinatura digital do emitente e pela Autorização de Uso concedida pelo Fisco. A nota é emitida pelo comerciante que utiliza um aplicativo emissor, que deve ser instalado nos computadores da empresa. Após ser preenchida e assinada eletronicamente, a NFC-e é transmitida pela internet para a Secretaria Estadual da Fazenda, que em fração de segundos verifica a autenticidade do documento e a consistência das informações.

Fonte: Bemparaná

Novo sistema de dados do SUS põe em xeque gestão de hospitaisIniciada há 4 anos, implantação de sistema eletrônico ainda não foi concluída

Iniciada há 4 anos, implantação de sistema eletrônico ainda não foi concluída

O prontuário do paciente é eletrônico — mas, após o médico preenchê-lo no computador, tem que ser impresso, assinado e carimbado se quiser usar. No almoxarifado e na farmácia, remédios e insumos precisam ser registrados em dois sistemas — e, além do trabalho de se registrar duas vezes a mesma coisa, já houve caso de a entrada do material ser contabilizada em um sistema, a saída, em outro, e aí o controle sobre o estoque já se perdeu. Quando esse tipo de situação envolve remédios, às vezes calha de a medicação não ser dada ao paciente porque seu estoque aparece zerado num dos sistemas — pois ela está registrada no outro. Apesar de já ter custado pelo menos R$ 34,5 milhões, e de ter começado há 4 anos, em 2011, a implantação de um novo sistema de dados nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) — projeto federal hoje chamado E-SUS Hospitalar — ainda não conseguiu ser concluída nas primeiras unidades a receberem o projeto, os seis hospitais federais do Rio.

Atualmente, relatos de funcionários dão conta de que o sistema, um software de gestão para registro e controle de consultas, internações e materiais, por exemplo, funciona incompleto nesses hospitais, o que acaba afetando o tempo de atendimento aos pacientes, além de aumentar riscos de desvio de materiais. Na Bahia, onde o novo sistema também já foi implantado há cerca de dois anos no Hospital Roberto Santos, estadual, o prontuário eletrônico, assim como no Rio, não tem certificação digital; por isso, precisa ser impresso para poder valer.

— O atendimento ao paciente seria mais ágil se pudéssemos trabalhar com o prontuário sem papel — diz Luiz Américo, médico da UTI do hospital e vice-presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia.

No Rio, o sistema anterior, chamado Hospub, funciona junto com o novo, da Totvs, multinacional com sede no Brasil. Mas eles não se comunicam.

— Isso acaba gerando trabalho dobrado para os funcionários. Há unidades em que setores de farmácia e almoxarifado, por exemplo, precisam registrar os materiais nos dois sistemas. Há especialidade em que a parte de ambulatório funciona no E-SUS, e a internação, no Hospub — afirma o médico Júlio Noronha, do Sindicato dos Médicos do Rio. — Em alguns casos, a entrada de um item no estoque é pelo Hospub, e a saída, pelo E-SUS, mas um não se comunica com o outro. Às vezes a enfermagem não acha um remédio ou insumo porque o dado não está no sistema em que estão procurando.

FALTA DE COMUNICAÇÃO COM MUNICÍPIOS

Além disso, o módulo para laboratórios do novo sistema ainda não funciona, diz Noronha, então os setores de laboratório dos hospitais usam o Hospub. Como os sistemas não se falam, dá-se que resultados de exames laboratoriais não podem ser enviados para o prontuário eletrônico, que é E-SUS.

— Em vez de aperfeiçoarem o Hospub, que era posto à disposição para os governos gratuitamente, e que tinha sido desenvolvido pelo Datasus , partiram para uma coisa nova que ainda nem estava pronta — critica Noronha. — A parte administrativa dos pacientes do ambulatório, suas informações de cadastro e contato, são pelo Hospub; o prontuário, o que é receitado no tratamento, é pelo E-SUS. Há funcionários que têm senha dos dois, outros, só de um. Às vezes não conseguem avisar o paciente sobre mudanças no atendimento, porque não conseguem acessar o sistema que tem o telefone dele.

Outros profissionais dos hospitais federais relatam que o E-SUS não se comunica com o SisReg, o sistema da central de regulação de vagas municipal do Rio. Então, quando um atendente nas unidades básicas de Saúde do município faz alguma alteração, via SisReg, no agendamento de pacientes nos hospitais federais, essa alteração não aparece para quem acessa o E-SUS nas unidades federais.

— Muitas vezes um paciente marcado simplesmente não aparece. Acabam ocorrendo situações como na nefrologia e em algumas clínicas da pediatria do Hospital de Bonsucesso, em que cerca de 20% das vagas ficam ociosas. Será que não há pessoas querendo ser atendidas? — conclui Noronha.

Apesar de, no site do Ministério da Saúde, o E-SUS ser descrito como forma de integrar sistemas e, assim, “permitir um registro da situação de saúde individualizado por meio do Cartão Nacional de Saúde”, funcionários das unidades no Rio afirmam que o E-SUS não se comunica com o cadastro do Cartão SUS — projeto de gestão de informação na Saúde também incompleto, no qual o governo já gastou mais de R$ 200 milhões, e pelo qual pretende criar uma identificação única para os usuários do SUS, para que, onde quer que seja atendido no país, o usuário possa ter seu prontuário acessado.

— Os módulos do E-SUS ainda não estão todos em funcionamento. A implantação está incompleta até hoje — diz Aline Caixeta, procuradora que acompanha a instalação do E-SUS por um inquérito civil público instaurado em 2011, a partir de denúncia do Sindicato dos Médicos do Rio.

O Ministério Público Federal do Rio fez ao Tribunal de Contas da União representação sobre o caso, junto com o Tribunal de Contas de Rondônia — que se envolveu no assunto pois, na época, RO estudava implantar o Hospub. Baseado nisso, o TCU, em acórdão de agosto de 2013 da 1ª Câmara, questionou a substituição do Hospub. Segundo relatório citado pelo TCU, a atualização do Hospub, com migração para ambiente web e prontuário eletrônico, teria custo anual de R$ 2,5 milhões.

Além do custo, o TCU diz que, na aquisição do novo sistema, não haveria previsão de transferência de tecnologia: o fornecimento do sistema não permitiria que o governo “promova as modificações necessárias a ajustar os sistemas às reais necessidades dos usuários”. O TCU determinou auditoria para “investigar a viabilidade de modernização da atual versão do Hospub, os recursos necessários (…) e eventual vantagem econômica no uso desse sistema pelos hospitais públicos, em face dos custos de aquisição e manutenção dos programas comercializados pelo mercado privado”. Segundo a assessoria do TCU, a auditoria, porém, ainda não foi feita.

A REALIDADE DE 200 UNIDADES PÚBLICAS DO PAÍS

O sistema da Totvs foi adquirido por R$ 34,5 milhões numa negociação no fim de 2010 que foi considerada uma “triangulação”: seis entidades filantrópicas do estado de São Paulo e de Porto Alegre pagaram esse valor à empresa Gens (hoje parte da Totvs) pelo sistema, e o forneceram ao governo federal. Fizeram isso em troca de renúncia fiscal. Segundo o TCU, a motivação das entidades foi atender ao Projeto de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS), com base na lei 12.101/2009. “O art. 11 dessa lei estabelece a possibilidade de substituição de 60% da atividade assistencial prestada pelas entidades filantrópicas de excelência ao SUS pela opção de integração ao Proadi-SUS, mediante apresentação de projetos de valor maior ou igual ao valor da isenção fiscal recebida”, afirma o TCU. No acórdão de 2013, o processo é chamado de “negócio jurídico triangular”.

Relator da decisão do TCE-RO sobre o tema, o conselheiro Paulo Curi Neto diz em seu voto: “Qual o interesse a motivar entidades de SP e RS a adquirirem um software a ser instalado no Rio? Por que tal aquisição não se deu pelo próprio ministério?”.

Enquanto a implantação do novo E-SUS Hospitalar não é concluída, o Hospub continua em mais de 200 hospitais públicos no país — sem melhorias ou atualizações de segurança desde 2011, segundo o próprio Ministério da Saúde, pois o objetivo hoje é a migração para o E-SUS. Estados e municípios que usam o Hospub e queiram realizar melhorias acabam tendo de fazer por conta própria. Caso de Rondônia, que atualmente termina a instalação do Hospub na rede estadual.

— Deixou de haver apoio institucionalizado às unidades com Hospub. O que acaba afetando regiões como a nossa, com carência de estrutura física e de pessoal em tecnologia — analisa Curi.

GOVERNO FALA EM 61% IMPLANTADOS

Procurado pelo GLOBO, o Ministério da Saúde afirmou que 61% dos módulos do E-SUS nos hospitais federais do Rio “estão implantados ou em processo de implantação”, e que o sistema também está em uso em “alguns hospitais públicos vinculados ao programa SOS Emergências”. Não falou, porém, em cronogramas e por que a implantação ainda não estaria completa.

“A decisão pela utilização do e-SUS Hospitalar foi motivada por tratar-se de um sistema moderno e que apresenta os módulos necessários para a gestão das unidades hospitalares”, disse a pasta. O sistema, afirmou, tem “Controle de Farmácia, Centro Cirúrgico, Centro de Infecção Hospitalar, Prontuário Eletrônico, dentre outros”.

Sobre o Hospub, o ministério disse que ele “apresentava tecnologia obsoleta, o que exigiria recodificação completa do software, necessitando de alto investimento”. Quanto à comparação de custos com o sistema da Totvs, afirmou que os recursos de aquisição do novo sistema vieram “de isenção fiscal. Nesse sentido, não houve utilização de recurso da pasta para a contratação do sistema”. Recurso de isenção fiscal, entretanto, é dinheiro público, segundo entendimento do próprio TCU.

O ministério informou ainda que, após a recomendação do TCU de mudar o contrato com a Totvs para que o governo passasse a poder modificar o sistema, a pasta alterou “o Termo Aditivo ao Instrumento Particular de Contrato de Cessão de Direitos de Uso de Software de Gestão Empresarial, deixando clara a transferência de tecnologia para o Ministério da Saúde. Tal processo já foi concluído, e hoje o e-SUS Hospitalar é um software de propriedade do Ministério da Saúde, responsável pelo seu desenvolvimento e manutenção”.

Sobre a falta de validade digital do prontuário eletrônico, a pasta afirmou que “não há exigência de certificação digital, uma vez que as informações são internas. Contudo, a próxima etapa, que se refere à unificação dos prontuários eletrônicos em todas as unidades de Saúde no Brasil, prevê a certificação digital, o que garantirá a integridade dos dados”.

Ao GLOBO, a Totvs disse que a escolha de seu sistema “foi objeto de concorrência”. Ela afirmou que em 2010 “foi convidada pelo grupo Hospitais de Excelência (formado por Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Hospital do Coração, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Samaritano e Hospital Sírio-Libanês) a participar de concorrência para fornecer software e serviços de implantação que auxiliassem na melhoria da gestão e qualidade de atendimento de seis hospitais federais do Rio”. Os “hospitais de excelência” são as entidades que adquiriram o sistema via isenção fiscal.

Sobre a implantação incompleta, a Totvs disse que o contrato com as entidades “foi cumprido na sua totalidade”; e que, desde outubro de 2013, “a responsabilidade pela manutenção e serviços de suporte sobre o produto contratado passou a ser integralmente do Datasus” (Departamento de Informática do SUS, do ministério). “Desde então, a Totvs deixou de ser responsável por quaisquer serviços”, ressaltou. Já sobre a falta de validade digital, a empresa respondeu que “os hospitais optaram pelo uso do prontuário eletrônico sem a certificação digital, em função dos custos envolvidos e seu prazo de disponibilização”.

O Globo

Receita espera nova alta no uso de certificado digital neste ano

THAIS FASCINA
DE SÃO PAULO

O número de contribuintes pessoa física que utiliza o certificado digital, uma espécie de assinatura eletrônica, para fazer a declaração do Imposto de Renda aumenta a cada ano, segundo a Receita.

Em 2014, já foram 30 mil declarações enviadas com essa certificação, volume 36% maior do que no ano anterior.

Editoria de Arte/Folhapress

O documento eletrônico aumenta a segurança contra fraude e ajuda o contribuinte a não cair na malha fina. Pela certificação digital, o contribuinte confirma a autenticidade de dados como nome, CPF e outras informações pessoais.

Para este ano, a Receita Federal estima que pelo menos 40 mil contribuintes deverão utilizar a assinatura eletrônica na declaração do IR.

O percentual de usuários da certificação, porém ainda é mínimo –0,11% das 27 milhões de declarações de IR entregues no ano passado.

Por este mecanismo, os contribuintes têm acesso à declaração pré-preenchida com dados inseridos pela Receita. Assim, basta conferir e confirmá-los.

Além da declaração do IR, a assinatura eletrônica pode ser utilizada também no preenchimento de documentos e impostos dos governos federal, estaduais e municipais. Também são aceitos na Justiça, além de cartórios, bancos e até nos bancos de dados de hospitais.

Em 2014, cerca de 2,5 milhões de certificados foram emitidos entre pessoas físicas e empresas. Em 2010, o número era de 1,3 milhão.

Para contratar o serviço, é preciso entrar no site do ITI (www.iti.gov.br), onde se pode ter acesso à rede de empresas credenciadas.

Há três formatos: cartão, que necessita de uma leitora on-line, token (espécie de pen-drive) ou o instalado no computador do dono do certificado. Para finalizar o processo, a emissão precisa ser feita presencialmente com a entrega de documentos de identificação à empresa.

QUEM FAZ

SERASA EXPERIAN
www.serasa.certificadodigital.com.br
Preço: a partir de R$ 149

VALID
www.validcertificadora.com.br
Preço: a partir de R$ 133

BOA VISTA
www.certificadoboavista.com.br
Preço: a partir de R$ 130

SOLUTI
www.solutinet.com.br
Preço: a partir de R$ 135

Fonte: Folha de S.Paulo

TRE-AP implanta Sistema de Petição Eletrônica

O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) lançou nesta segunda-feira (9), em seu Plenário, o Sistema de Petição Eletrônica. A implantação da ferramenta foi aprovada por unanimidade em Sessão Administrativa realizada na última quarta-feira (4). A ação visa facilitar o trabalho dos operadores de Direito Eleitoral junto ao TRE.

O peticionamento eletrônico é instrumento oficial de envio de petições e recursos por meio eletrônico, em cumprimento à Lei nº 11.419/2006, que dispõe sobre a informatização do processo judicial brasileiro. O software foi desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Com o Sistema de Petição Eletrônica, os advogados poderão cadastrar e acompanhar petições (iniciais e intermediárias), bem como visualizar petições salvas, recibos de petições e processos via internet, desde que devidamente cadastrados junto ao TRE.

Durante o lançamento, servidores da Secretaria de Tecnologia da Informação (STI/TRE) fizeram uma demonstração de como utilizar a ferramenta. Para isso, o advogado precisa ter a Certificação Digital da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AP), que é uma assinatura digital e demais informações do profissional registradas em um aparelho denominado “Token” (em formato similar a de um pen drive).

Segundo a juíza Elayne Cantuária, relatora do processo e membro da comissão que trabalhou para a implantação do serviço, o peticionamento eletrônico funcionará em fase experimental por 30 dias, período para o aprimoramento do Sistema.

“Durante estes 30 dias, iremos detectar possíveis falhas e realizaremos o aprimoramento do Sistema. Todos os advogados que possuem a Certificação Digital, do Amapá ou fora do Estado, poderão acessar o serviço”, ponderou a juíza Elayne Cantuária.

Aprovação dos advogados

O serviço foi aprovado pelos advogados que participaram do lançamento. O presidente da seccional da OAB/AP, Paulo Campelo, ressaltou que a medida é um avanço da Justiça Eleitoral amapaense, não somente pela economia de papel e tempo para os profissionais que atuam junto ao TRE, mas também pela celeridade nos processos que a ferramenta possibilita.

No Norte do Brasil, somente o Amapá e mais dois Estados da Federação utilizam o serviço

Conforme a STI, em todo o país são 10 os Estados da Federação que possuem o Sistema de Petição Eletrônica. E no Norte do Brasil, somente o Amapá, Rondônia e Pará, disponibilizam a Ferramenta. O serviço está disponível no site do TSE, no endereço: http://www.tse.jus.br/servicos-judiciais/peticao-eletronica/sistema-de-peticao-eletronica .

Além da juíza Elayne Cantuária, participaram do lançamento do Sistema de Petição Eletrônica os juízes eleitorais Lívia Peres, Marconi Pimenta e Vicente Gomes. Também presentes o presidente OAB/AP, Paulo Campelo, advogados, servidores do TRE e imprensa.

Tribunal Regional Eleitoral do Amapá

Assessoria de Comunicação e Marketing

Elton Tavares

Empresas brasileiras estão atrasadas na segurança digital

IAN CHICHARO GASTIM – O ESTADO DE S.PAULO

Maioria das companhias afirma que não possui os recursos humanos necessários para prevenir um ataque digital

O ataque de um grupo de hackers, que tirou dor ar as redes de videogame Xbox Live, da Microsoft, e PlayStation Network, da Sony, no final do ano passado, evidencia a necessidade de as empresas possuírem sistemas sólidos de cibersegurança. O objetivo é evitar prejuízos tanto para a imagem, quanto para a manutenção do serviço. Especialistas consultados pelo Estado, no entanto, alertam: a implementação de sistemas de segurança digital em companhias brasileiras está muito atrasada.

De acordo com uma pesquisa da consultoria Alvarez & Marsal (A&M), 60% das organizações brasileiras dizem que não têm os recursos humanos necessários para se proteger ou responder a um ataque digital. Diretor da A&M, William Beer afirma que as companhias, apesar de alguns avanços, ainda não dão a devida importância à cibersegurança dentro das suas estruturas de governança corporativa. “É uma situação confusa. Muitos executivos acham que é somente um problema da área de tecnologia, mas não é.”

A pesquisa indicou que 47% das empresas consideram que existe um baixo nível de diálogo entre as equipes de segurança e os líderes empresariais. Segundo Beer, o “Brasil está muito atrasado” na implementação da cibersegurança, o que representa oportunidades para ataques cibernéticos. “O mercado online do País é grande e os criminosos estão vendo que o Brasil não investe em cibersegurança, o que é preocupante. Falta governança para as empresas se protegerem”, completa.

PhD em Segurança da Informação, Paulo Pagliusi também afirma que a implementação de sistemas de cibersegurança em empresas brasileiras não acompanha a tendência mundial, o que representa riscos. “Existem várias formas de um ciberataque se concretizar. Além da possibilidade de vazamento de propriedade intelectual, um ataque pode afetar a infraestrutura da empresa, como os sistemas de refrigeração, rede elétrica e internet, prejudicando até a linha de produção”, afirma.

De acordo com Pagliusi, uma empresa pode ser alvo, por meses, de um criminoso “profissional”, e a defesa, portanto, deve ser preventiva. “É preciso mudar o comportamento dos funcionários em torno da segurança cibernética, envolver toda a corporação, para levantar o nível de maturidade.”

Além da necessidade de as empresas ampliarem a segurança digital, William Beer, da A&M, defende que o governo deve reforçar o combate e a prevenção. “O ciberataque é um problema complicado, novo, mas é fundamental e necessário o debate com o governo, que atualmente não tem uma estratégia nacional”, afirma.

Para o diretor de Tecnologia da Informação da recrutadora Michael Page, Cristiano Aron, a contratação de executivos para implementar sistemas de cibersegurança deve crescer nos próximos anos. “No ano passado, auxiliamos a contratação de três executivos com foco em cibersegurança. O tema sempre existiu, mas agora está em alta.”

“As empresas têm o conceito da segurança digital mais tradicional, como anti-vírus, não a cibersegurança como um sistema sólido”, explica Aron.

Marco Civil. Sócio da área de Tecnologia da Informação do Veirano Advogados, Fábio Pereira enxerga que, apesar da cibersegurança ainda não estar enraizada, a tendência é de que empresas passem a tratar esse tema com maior solidez, em virtude de questões como a regulamentação do Marco Civil da Internet. “É importante estabelecer que tipo de padrão de segurança as empresas vão ter de ter quanto à guarda de dados. [Com o decreto federal de regulamentação] vamos ter mais clareza sobre os critérios de segurança e sigilo”, completa.

Apesar do aumento de custos que a guarda de informações representa, Pereira defende que a cibersegurança é vital para a saúde de uma companhia. “Toda empresa sofre ataques e existe uma série de implicações jurídicas. Se forem dados sigilosos, a empresa é responsável perante consumidor e parceiros”, afirma o advogado. “Não é só se preocupar em resgatar os dados em um caso de ataque, pois a empresa também tem responsabilidade em caso de exposição de dados.”

De acordo com a procuradora do Ministério Público Federal, Neide Cavalcanti, que atua no combate a crimes digitais, a regulamentação não pode “burlar normas previstas no Marco Civil” em relação à guarda de dados. Provedores de aplicativos, como o Google, devem guardar dados por seis meses, e de acesso, como a NET, por até um ano. “Para fazer uma investigação, precisamos desses dados devidamente guardados, com segurança e sigilo. Não conseguimos chegar ao autor de um crime cibernético sem eles”, afirma.

Certificação digital é produto de destaque da Regional de Guarapuava do SESCAP-PR

É possível a confecção do certificado pessoa física (e-CPF), a pessoa jurídica (e-CNPJ) ou então o certificado digital OAB para os advogados

Um dos principais produtos oferecidos pela regional de Guarapuava do SESCAP-PR é a Certificação Digital que tem crescido a cada ano. A primeira entidade a trazer o produto aos empresários da região está há oito anos no mercado e continua garantindo a identidade no meio digital com autenticidade, segurança e integridade na comunicação com os órgãos públicos.

Com um atendimento especializado, é possível a confecção do certificado pessoa física (e-CPF), a pessoa jurídica (e-CNPJ) ou então o certificado digital OAB para os advogados. “Além de ser a primeira entidade que trouxe a certificação para Guarapuava, o SESCAP-PR possui uma equipe treinada, que faz o atendimento de qualidade para quem deseja fazer ou renovar o certificado”, afirma a diretora regional, Eva Schran de Lima.

O e-CPF funciona exatamente como uma versão eletrônica do CPF, assim como o e-CNPJ do CNPJ. Com o certificado digital você pode realizar consultas, atualizar cadastros de pessoa jurídica, cadastrar procurações eletrônicas, acompanhar processos tributários, entre outros serviços que estão disponíveis na internet.  Associados ao Sescap-pr recebem descontos. Mais informações sobre preços e produtos estão no http://sescap-pr.org.br/ arsescap/index.php/produtos.

Fonte: Central Cultural

Certificado Digital – Fique atento ao prazo de validade

O certificado digital que você usa para assinar digitalmente sua nota fiscal eletrônica tem um prazo de validade e é importante que você esteja atento a este prazo. Sem a assinatura digital é impossível emitir uma nota fiscal eletrônica e se por descuido você deixá-lo vencer não existe outra medida a não ser solicitar a renovação e aguardar o tempo necessário, que dependendo da demanda e do local onde for feita a renovação pode levar alguns dias. E se tratando da emissão de notas fiscais eletrônicas alguns dias pode representar atraso na entrega de pedidos e consequentemente prejuízo.

A Certisign, empresa que emite a certificação digital, orienta que o certificado seja renovado entre 30 e 45 dias antes do prazo de sua validade para evitar transtornos. Considere que ao deixar a renovação para a última hora pode ocorrer alguma eventualidade que atrase o processo e você poderá ficar sem emitir NF-e.

Uma boa alternativa para evitar que a data de validade não seja esquecida é anotar em sua agenda, seja ela eletrônica ou manual, ao chegar a data certa você inevitavelmente irá lembrar e então basta proceder a renovação. Caso contrário somente saberá quando vencer, pois o certificado não emite nenhum aviso próximo do término da validade, ele simplesmente para de funcionar.

Fonte: Certisign

Governo prepara modernização para emissão da carteira de trabalho

A Secretária de Políticas Públicas de Emprego divulgou na última semana portaria com os novos procedimentos para a emissão da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) para os brasileiros. A medida abre caminho para a modernização da emissão do documento, por meio de processo informatizado.

Sônia Aguiar, advogada trabalhista da IOB, do Grupo Sage, destaca que a portaria é uma atualização da norma anterior, de 1997. “Ela prepara o terreno para a descentralização e desburocratização para emissão da carteira de trabalho. A norma traz orientações claras que já começam a facilitar o processo”, destaca a especialista.

Dentre as mudanças está a publicação de duas portarias diferentes para empregados brasileiros e estrangeiros. Além disso, a portaria destaca que o documento será entregue ao interessado pessoalmente, mediante identificação digital, no prazo máximo de até 15 dias úteis. A norma anterior estipulava prazo mínimo de dois dias, o que não está mais previsto.

Confira os detalhes destacados pela IOB, empresa do Grupo Sage:

a) o atendimento ao cidadão interessado na solicitação de CTPS para brasileiro será feito pelas Superintendências, Gerências e Agências Regionais do Trabalho e Emprego e, mediante a celebração de acordo de cooperação técnica, por órgãos e entidades estaduais e municipais da administração direta e indireta do Poder Executivo;

b) a CTPS somente poderá ser solicitada pelo próprio interessado;

c) o documento será entregue ao interessado pessoalmente, mediante identificação digital, no prazo máximo de até 15 dias úteis, contados a partir da data constante no protocolo de atendimento. Excepcionalmente, poderá ser entregue a terceiro, mediante apresentação de procuração pública, registrada em cartório, específica para retirada da carteira;

d) a CTPS será fornecida mediante a apresentação dos seguintes documentos:

d.1) documento oficial de identificação civil que contenha nome do interessado; data, município e estado de nascimento; filiação; nome e número do documento com órgão emissor e data de emissão;

d.2) Cadastro de Pessoa Física (CPF);

d.3) comprovante de residência com CEP;

d.4) certidão de nascimento ou casamento para comprovação obrigatória do estado civil;

e) a CTPS não será emitida para menor de 14 anos ou para falecido, exceto nos casos que houver ordem ou autorização judicial, sendo obrigatório o lançamento no sistema informatizado de emissão (CTPSWEB) e a anotação do número do mandado judicial no campo de anotações gerais da CTPS.

(Portaria SPPE nº 3/2015 – DOU 1 de 30.01.2015)

Fonte: Maxpress