PJe traz celeridade para Comarca de VG

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso já implantou o Processo Judicial Eletrônico em 68 órgãos julgadores

Aproximadamente um mês depois de o Processo Judicial Eletrônico (PJe) ter sido instalado na Comarca de Várzea Grande, a segunda maior em número de processos e arrecadação em Mato Grosso, o juiz André Maurício Lopes Prioli, da Segunda Vara Cível, uma das 11 unidades judiciárias onde a plataforma foi instalada, saiu de férias. Até aí nada demais, não fosse o fato de nenhum processo ter ficado pendente. Isso só foi possível porque a ferramenta traz essa celeridade no andamento processual. Tarefas que com o processo físico demoravam dias, de um lado para o outro do fórum, são realizadas em um único clique, em questão de segundos.
O magistrado conta que não teve dificuldades em se adaptar ao sistema, já que teve a oportunidade de trabalhar com o Projudi, uma ferramenta também digital, que antecedeu o PJe. “Para mim não foi novidade total. Isso me ajudou muito no curso oferecido pela Escola dos Servidores. Como eu já tinha uma base, pude aproveitar bastante, questionar, tirar dúvidas e fazer sugestões. Acho que o curso foi bastante válido, não só para mim, mas para a equipe também, que está bastante engajada no processo”, assegura.
Para ele, o Processo Judicial Eletrônico é o caminho da Justiça. “Além da celeridade, temos a facilidade de acessá-lo de qualquer lugar. Isso é fantástico. Este ano é um ano de mudanças e adaptações para nós magistrados. Além do PJe temos ainda o novo Código de Processo Civil que entrou em vigor e nós temos que nos atualizar também. Na minha avaliação esta ferramenta é uma inovação sem volta. Este é o caminho. Não tem como retroceder”, acredita.
O juiz da Segunda Vara Especializada da Fazenda Pública, Jones Gattass Dias, diz que sua avaliação do sistema é bastante positiva. “No começo tivemos algumas dificuldades, mas acho que foi falta de domínio do sistema, estávamos nos familiarizando, mas agora que já compreendemos como a plataforma funciona, estamos indo bem. Ter uma certa dificuldade no início é normal, não vejo isso como um problema”.
Ele também acredita que este é um caminho escolhido pelo Judiciário e que não tem volta. “Temos muito a ganhar com o PJe, as mudanças nem sempre agradam, mas são necessárias”.
O juiz diretor da Comarca de Várzea Grande, Luís Otávio Pereira Marques, destaca que o PJe trouxe dinamismo para as varas onde a plataforma foi instalada. “Hoje com certeza podemos ofertar uma prestação jurisdicional mais célere para o jurisdicionado. O processo não fica parado e com isso todos saem ganhando”, destacou o magistrado, completando que é preciso ressaltar ainda que a plataforma é sustentável, em razão da economia que gera para o Judiciário e dos benefícios para traz para o meio ambiente.
A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB – seccional Várzea Grande), Flávia Moretti, ressalta que os advogados da comarca estão em fase de adaptação, já que muitos nunca tinham trabalhado com o Projudi, sendo este o primeiro contato com o processo digital. “Mas a aceitação tem sido boa. Eles estão usando a ferramenta, buscando a certificação digital e fazendo os cursos que estão sendo ofertados. Em julho a OAB, com a parceria do Tribunal de Justiça, realizou um curso para os advogados aqui da comarca. Foi excelente, tivemos 60 participantes”.
Conforme ela, um novo curso já está sendo formatado junto ao TJMT para ser ofertado em agosto. “Neste curso queremos focar nas dúvidas. Será uma oportunidade que os advogados terão de esclarecer os pontos que eles ainda têm dificuldade. Os treinamentos estão sendo ótimos. Os advogados estão se preparando, buscando aprimoramento, até mesmo porque esse é o caminho”, acredita.
O PJe já funcionava desde 2014 nas três Varas Especializadas da Fazenda Pública, mas somente para mandados de segurança. Desde o dia 11 de junho a plataforma está implantada em 11 varas. A partir do dia 11 de julho todos os processos serão distribuídos exclusivamente por meio do Processo Judicial Eletrônico.
O PJe como ambiente de tramitação processual está instalado nas seguintes unidades judiciárias de Várzea Grande: 1ª, 2ª, 3ª e 4ª Varas Cíveis, 1ª, 2ª e 3ª Varas Especializadas de Fazenda Pública, 1ª, 2ª e 3ª Varas Especializadas de Família e Sucessões e a Vara Especializada de Direito Bancário.
Dados – O Tribunal de Justiça de Mato Grosso já implantou o Processo Judicial Eletrônico em 68 órgãos julgadores do 1º e 2º Grau, entre Varas Judiciais, Centrais de Mandados, Centrais de Conciliação, Juizados Especiais, Câmaras e Turma Recursal. Aproximadamente 76 mil processos já foram inseridos no sistema.
Hotsite – O TJMT desenvolveu um hotsite do PJe, onde os usuários podem tirar suas dúvidas por meio de uma área de suporte e ainda obter informações diversas, como o cronograma de implantação, o certificado digital, entre outras. Clique AQUI para acessar.
Fonte: Janã Pinheiro | Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Expresso MT

A regularização de capital no exterior

A Resolução Bacen n. 3.854/10 determina que as pessoas físicas ou jurídicas residentes, domiciliadas ou com sede no país devem prestar ao Banco Central do Brasil, declaração de bens e valores que possuírem fora do território nacional. Isso deve acontecer por meio eletrônico, na data-base de 31 de dezembro de cada ano, quando os bens e valores do declarante no exterior totalizarem, nessa data, quantia igual ou superior a US$100.000,00 ou seu equivalente em outras moedas.
A não prestação da declaração incorrerá no crime de evasão de divisas, consumado no momento em que se esgotar o prazo para a mesma ou quando a autoridade tomar conhecimento da manutenção de recursos no exterior.

No que diz respeito ao processo de incorporação às medidas de combate à fraude fiscal internacional, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, o Brasil deu mais um passo decisivo quando, em 11 de março, a Receita Federal editou a Instrução Normativa 1.627 (IN 1627/16), que regudeplora o Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (RERCT), criado pela lei 13.254 de 13 de janeiro de 2016.

É verdade que outras medidas já haviam sido tomadas nesse sentido, como a adesão do Brasil ao Programa FATCA, que permitirá aos EUA enviar ao país todas as informações relativas às contas correntes e situações patrimoniais de brasileiros disponíveis no sistema financeiro americano; a adesão à Convenção Multilateral sobre Assistência Mútua Administrativa em Matéria Fiscal, para trocas automáticas ou a pedido de informações fiscais com os 128 países membros – pendente de aprovação no Congresso Nacional -; e à Convenção AEOI, para troca de informações fiscais sobre contas bancárias, aberta para adesões no encontro do G20 do ano passado e ainda em tramitação na Casa Civil.

Isso além da cooperação do país ao Programa BEPS, o que mostra estar integrado às ações mais sofisticadas do novo paradigma da tributação, o “Fisco global”.

Através da Lei 13.254 de 13 de janeiro de 2016 e da IN 1627/16, o Brasil adota medidas de voluntary disclosure para regularização do passado aplicável àqueles contribuintes com recursos no exterior de fontes lícitas, não originárias de crimes de corrupção, tráficos e outros tipos que não seja a ‘lavagem de dinheiro’ decorrente unicamente da evasão de divisas e da sonegação fiscal.

A adesão dos interessados deve acontecer até 31/10/16. A declaração de regularização deve ser feita por meio de programa disponível no site da Receita Federal do Brasil. Para que seja realizada, é preciso um certificado digital. Porém, a regularização só se aperfeiçoará após o pagamento integral do imposto e da multa de regularização, no total de 30% do valor do patrimônio em 31/12/14.

Segundo a IN, apenas os valores que serviram de base de cálculo para a regularização e pagamento do imposto estão cobertos pelo programa. Os valores a serem regularizados para fins do programa, quando expressos em moeda estrangeira, devem ser convertidos em dólares americanos, e após para reais usando a cotação de venda publicada pelo Banco Central do Brasil para 31/12/14, que é igual a R$ 2,66.

Outrossim, eventual ganho cambial ou ganho de capital auferido posteriormente a 31/12/14 será calculado tomando-se como base o valor declarado no RERCT, que leva em consideração uma cotação de R$ 2,66. Nesse caso, deverá haver tributação adicional quando da repatriação dos recursos declarados, caso se verifique algum ganho, cambial ou de capital, e o imposto será na ordem de 15%.

Entre os bens e direitos que podem ser objeto de regularização estão depósitos bancários, cotas de fundos de investimento, bens imóveis em geral ou ativos que representem direitos sobre bens imóveis e veículos, aeronaves, embarcações e demais bens móveis sujeitos a registro em geral, ainda que em alienação fiduciária, entre outros. Vale somente os bens existentes em data anterior a 31 de dezembro de 2014, remetidos ou mantidos no exterior, bem como os que tenham sido transferidos para o país, mas não declarados ou declarados com omissão ou incorreção em relação a dados essenciais à Secretaria da Receita Federal do Brasil. Bens existentes em data posterior ainda podem ser objeto, ao longo do exercício de 2016, das declarações emitidas à Receita Federal e ao Banco Central do Brasil, evitando assim os crimes de sonegação fiscal e evasão de divisas.

É importante ressaltar que a IN traz consigo implicações que poderão ser questionadas judicialmente, como certas restrições de direito de usufruto da mesma. Também deixa pontos de interrogação que, contrariando as expectativas de um sistema que gerasse segurança jurídica para aqueles que, usando da boa-fé e transparência, quisessem procurar a regularização, abre lacunas, o que dá margem à interpretação e espaço para defesa do contribuinte em caso de futuro contencioso a respeito da adesão ao RERCT e do conteúdo das informações prestadas no âmbito do programa.

Aos que avaliam a adesão, vale lembrar que esse é um caminho sem volta, especialmente para os que possuem sócios que aderirão ao programa, cujas declarações podem indicar ou mesmo denunciar a existência de patrimônio em comum ou que possuam algum vínculo de origem ou destinação. Isso entregará de bandeja às RF e PF do Brasil aquele que decidiu pela não adesão.

Evidentemente, a decisão pode não ser tão simples para muitos, que podem precisar de especialistas para que os assessorem nas especificidades da lei, uma vez que a janela de oportunidade se fecha no dia 31/10/2016.

É importante destacar que todas as informações prestadas no âmbito do RERCT deverão ser comprovadas por documentação hábil e idônea, caso haja solicitação por parte do Fisco.

*Joaquim Lapa é advogado, sócio do Lapa Góes e Góes Advogados e membro do Comitê Estratégico Jurídico da Amcham Bahia.

(Redação – Agência IN)

Processo eletrônico

O Processo Judicial Eletrônico (PJe) chegará em setembro à segunda instância do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ­DF). O sistema será implantado na 1 a e 2 a Câmaras Cíveis, nos 31 gabinetes de desembargadores, na Subsecretaria de Distribuição e Autuação (Sudia), no Serviço de Autuação de Processos Originários (Serpor) e na Subsecretaria de Apontamentos (Suapo). Os treinamentos para operação do sistema iniciam no próximo dia 15. O processo eletrônico começou a ser implantado no TJ­DF em julho de 2014. Até 2018, todas as serventias do tribunal estarão operando com o sistema.

Valor Econômico

Jucergs trabalha forte na sua modernização

A Junta Comercial do Rio Grande do Sul (Jucergs) passa por intenso trabalho de modernização de seus processos. Com destaque para a implantação do Projeto Junta Digital/Sem Papel para tornar a autarquia mais eficiente e integrada as demais juntas. Um dos benefícios é a facilidade dos clientes, que não necessitarão se deslocar até a Jucergs, para a abertura de empresas por exemplo, esses atos poderão ser feitos até de fora do Estado.
De acordo com o secretário-geral da Jucergs, Cleverton Signor, a implantação do projeto visa criar ferramentas de incentivo a formalização de negócios, especialmente das pequenas e médias empresas, justamente, por meio da nacionalização do sistema de registro mercantil e da disponibilização das evolutivas do sistema do integrar. As soluções tecnológicas, segundo o secretário, vão simplificar e dar celeridade ao processo.
A Junta Digital/Sem Papel tem como meta digitalizar o acervo que conta com 24 milhões de documentos e a total migração deste dados para arquivo digital até dezembro de 2017. “A digitalização evolui em um ritmo ao redor de um milhão de documentos ao mês. Estima-se que dos 24 milhões de documentos, nove milhões já foram digitados. Estamos também integrados com 57 escritórios regionais no Estado.”
Informa que dos R$ 7, 418 milhões disponíveis para aplicação no projeto, a Jucergs em convênio com o Sebrae conseguiu contratar uma empresa para fazer a digitalização pelo valor de R$ 3, 438 milhões. “A economia foi de R$ 4 milhões e novos investimentos deverão ser feitos com equipamentos e na capacitação de funcionários, entre outros.”
A Junta Digital está sendo implantada em conjunto com a Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (RedeSimples), com o apoio do Sebrae/RS e já atingiu 53 municípios. “O objetivo é colocar a RedeSimples em 80 municípios gaúchos até o final deste ano. A ação decorre de uma parceria entre o Estado (Jucergs), Sebrae/RS e as prefeituras, para simplificar e também tornar o registro e legalização de empresas menos burocrático,” explica Signor.
Acrescenta que os empresários e os municípios saem beneficiados com a RedeSimples. O tempo médio para abertura de empresas com a concessão do alvará será significativamente reduzido. Outra vantagem, segundo Signor, é que o empresário também faz todos as ações em um único local. “Ele pode por exemplo, no momento da abertura, saber se a sua empresa está em endereço permitido por lei para funcionamento em conformidade com o Corpo de Bombeiros, entre outros.”
O sistema do modelo via única, atualmente implementado na sede, para os atos de Registro de Empresários, inscrições, e extinção, bem como para os atos de constituição de Sociedade Empresária Ltda. e Empresa Individual de Responsabilidade Ltda. (Eireli) também vieram para modernizar a Junta Comercial, tendo em vista que no Via Única o cliente retira o documento pela internet certificado digitalmente. Já o Via Única para os atos de Sociedades Anônimas está previsto a partir de 22 de agosto e as alterações para 2017.
Jornal do Comércio-RS
08/08

São Paulo elimina emissor de nota fiscal eletrônica gratuita

Roberta Mello
A Secretaria da Fazenda de São Paulo marcou para o dia 1 de janeiro de 2017 o fim do emissor gratuito da Nota Fiscal Eletrônica (NFe), válido para todo o Brasil. A partir dessa data não será mais possível fazer o download dos emissores. Para atender esse tipo de demanda, principalmente vinda das micro, pequenas e médias empresas, especializadas em certificação e segurança digital trabalham no desenvolvimento de soluções que venham a atender esse público.
O gerente comercial da Soluti, Julio Cesar Mendes, explica que a empresa já vem investindo em soluções simples e de baixo custo voltada à empresas e escritórios de contabilidade para emissão ilimitada de notas fiscais de produtos, serviços e Nota Fiscal do Consumidor eletrônica (NFCe). Mendes afirma que a aquisição de produtos tem suas vantagens, como facilidade de acesso e agilidade nos processos e recomenda que as empresas se adequem antes do fim do prazo dado pela Secretaria da Fazenda (Sefaz) paulista para evitar sanções.
JC Contabilidade – O que muda com o fim da emissão gratuita da nota fiscal eletrônica de São Paulo? Empresas de outros estados serão atingidas também?
Julio Cesar Mendes - O software emissor de nota fiscal gratuito é desenvolvido pela Secretaria da Fazenda do estado de São Paulo. Com o anúncio de que esse sistema seria descontinuado, não haverá mais o suporte a quem quiser emitir notas fiscais pelo sistema gratuito. As empresas que emitem a nota fiscal usando esse sistema, de qualquer estado, não terão mais o serviço gratuito. Elas vão ter que adquirir o sistema de emissão ou um sistema de gestão que já faça a integração para a emissão da NFe.
Contabilidade – Que sistemas são mais indicados a quem precisa apenas emitir a nota?
Mendes - Tem aqueles que a gente chama de RPs, os sistemas de gestão das empresas, que são mais complexos, envolvem contas a receber, contas a pagar, vendas. Ele faz toda a gestão da empresa. Tem muitos sistemas que já são web, simples, baratos e que entregam muitas informações das pequenas e médias empresas. E existem empresas de menor porte ainda que precisam emitir notas, mas não tem necessidade de ter um sistema de gestão. Para elas, existe no mercado alguns emissores de nota fiscal, um deles é o Sage One, que é o primeiro emissor de notas do Brasil que vem com certificado digital gratuito. O certificado é obrigatório por que através dele a empresa se comunica com a Sefaz. Para esse sistema funcionar, seja de qualquer empresa ou fabricante, é necessário que tenha acoplado o certificado. É importante destacar que nós damos o direito de ter um certificado, por que é necessária uma validação presencial. O empresário deve ir a um ponto de atendimento, fazer a validação presencial, assinar um termo e, daí sim, terá o certificado emitido.
Contabilidade – Esses sistemas têm alguma diferença em relação ao disponibilizado pela Sefaz de São Paulo? É indicado que os empresários façam a migração antes do fim do prazo?
Mendes - Sim, é recomendado já mudar antes do fim do prazo, por que a NFe é um item muito sensível às empresas. Elas não podem ficar sem emitir. As diferenças básicas estão na funcionalidade e na interface. Como o sistema gratuito não foi desenvolvido para ser comercializado, ele tem uma interface e utilização difícil, a conexão com o certificado digital não é simples. Nós recebemos demanda de suporte a esse sistema e, inclusive, em função dessas dificuldades a Sefaz de São Paulo decidiu encerrar. Já um sistema como o Sage One já nasceu para ser usado pela população. Além disso, os sistemas criados para serem usados pelas empresas em geral já armazenam, automaticamente, na nuvem.
Contabilidade – E qual a média de custo desses sistemas?
Mendes - Eles são bem baratos, variam de R$ 30,00 por mês a R$ 200,00 por ano. Tudo depende de como a pessoa vai fazer o pagamento. E já vem com certificado digital. Hoje a gente já tem no mercado sistema que custa R$ 300,00, R$ 350,00, que já vem com certificado digital e com emissor de notas fiscais, facilitando muito a vida do empresário.
Contabilidade – Ao longo do tempo o empresário pode ir ampliando os serviços do sistema?
Mendes - Isso, a pessoa vai incrementando. Se o negócio dela é bem pequeno, começa com o emissor. A medida que vai criando complexidade, tendo mais produtos, o empresário quer ter controle também de compras, venda, relatórios. A partir daí, ele pode fazer um upgrade do sistema. Todos os sistemas trabalham por níveis de serviço. A empresa começa com um nível de serviço mais básico e, à medida que vai crescendo, o empresário vai aumentando o seu investimento no sistema para manter o controle legal e de emissão.
Contabilidade – Você falou também que é importante as pessoas investirem na aquisição de um sistema antes de 1 de janeiro para não correrem o perigo de ficarem sem emitir a nota. Que tipo de penalidade a empresa pode sofrer por ficar algum tempo sem emitir?
Mendes - A sanção pode chegar ao extremo de fechar a empresa. Deixar de emitir nota é um crime fazendário bastante sério, que chega a dar prisão. A gente está falando de multas, de sonegação fiscal. E é muito simples se adequar a essa nova realidade. Esses sistemas não vieram para criar custos adicionais ou mais burocracia. Muito pelo contrário, eles garantem ao empresário, com um simples sistema e certificado digital, ter tudo de forma muito simples, rápida, segura e na nuvem.
Jornal do Comércio-RS
03/08

CDL Lucas ganha premiação estadual em Certificação Digital

A CDL se sente orgulhosa em ter um quadro de funcionários como este que nos deu esse presente ser a CDL em primeiro lugar no estado em Certificação Digital 

Foi realizado em Cuiabá o Seminário Regional de SPCs, onde a solenidade foi marcada pelo reconhecimento do trabalho das equipes das Câmaras de Dirigentes Lojistas da região Centro Oeste e Mato Grosso.

As primeiras colocadas em Certificação Digital e Cadastro Positivo foram homenageadas durante o evento.

Em Certificação Digital a primeira colocada na região Centro Oeste foi a CDL de Lucas Do Rio Verde.

Para a Gerente da CDL Lucas Evelize Barros, a premiação veio para consolidar o trabalho que vem sendo desenvolvido pela entidade no município, “Todas as cidades que possuem polo da CDL se fizeram presentes e para nós de Lucas do Rio Verde tirar em primeiro lugar é motivo de muito orgulho, ficamos honrados em receber a premiação que coroa todo um trabalho que vem sendo desenvolvido com muito profissionalismo e dedicação por uma equipe unida e focada em atender as necessidades dos empresários associados.” Destacou Evelize.

Para Petronilio Jacinto de Souza que assumiu a presidência da CDL recentemente receber tal premiação mostra o quanto a equipe está engajada em proporcionar aos clientes um serviço de qualidade. “Fiquei muito feliz com essa premiação uma vez que ainda estou aprendendo a trabalhar com CDL e receber esse prêmio foi um motivo de muita alegria e claro que a partir de agora uma dedicação ainda maior será dada a entidade que tem tanta importância para a sociedade luverdense. O que mais nos deixou feliz é que temos aqui funcionários capacitados, sabemos que isso só ocorreu por causa do esforço, dedicação e claro do bom trabalho desenvolvido pelos colaboradores da CDL e nesse espaço quero aproveitar e parabenizar a todos eles, e destacar que a CDL se sente orgulhosa em ter um quadro de funcionários como este que nos deu esse presente ser a CDL em primeiro lugar no estado em Certificação Digital.” Destacou o presidente Petronilio.

No Estado de Mato Grosso a classificação foi a seguinte:
1º colocado – CDL Lucas do Rio Verde
2º colocado – CDL Nova Mutum
3º colocado – CDL Mirassol D’Oeste

MT Agora

Certificado Digital amplia a segurança no setor financeiro e facilita a vida do cliente

Mesmo o Brasil tendo um dos sistemas financeiros mais avançados do mundo, a inclusão da Certificação Digital no setor pode ampliar ainda mais a segurança nas operações realizadas. A opinião é do diretor-executivo da ANCD (Associação Nacional de Certificação Digital), Antonio Cangiano. Entre as tecnologias criadas para ajudar a ampliar a segurança no sistema financeiro, o Certificado Digital garante a identidade da pessoa, podendo fazer transações online com respaldo jurídico e sem repúdio de autoria e nem de conteúdo.

Para Cangiano, além destas facilidades, o Certificado Digital traz mais vantagens para o usuário, como a senha única, que facilita a memorização e acesso de qualquer computador, dado que a identidade do usuário e a acreditação de seu ato jurídico é que é garantida. Hoje, o uso do Certificado Digital já permite a abertura e fechamento de contas sem a presença física do correntista. “Nós, da ANCD, estamos convictos de que com o aumento do uso da Certificação Digital o número de acessos a estes canais bancários se tornará mais confiável, sustentável e crescerá ainda mais”.

A questão é: como garantir segurança para os dois lados desta transação – cliente e empresas da área financeira? “Agora, os bancos podem reconhecer o cliente e seus atos virtualmente com o Certificado Digital, e o cliente não precisa memorizar variadas senhas. Quando usa o certificado digital ele usufrui de sua senha única, que permanece no cartão e o CHIP é à prova de roubos, pois é impossível invasão, já que a senha não trafega na rede. Ter um único PIN no Certificado Digital, sem que tenha que colocar seu ID para entrar, acessar e autorizar transações em qualquer computador, é um benefício incomparável ao uso anacrônico de login e senha, normalmente usual nos sites mais comuns, que expõem o cliente a riscos de perdas derivadas de invasão, seguida de roubo de senha, como se verifica em ocorrências frequentes de uso criminoso”, adverte o executivo.

Com a evolução do Certificado Digital para o mobile, já oferecido no Brasil pelas Autoridades Certificadoras (ACs), o correntista pode utilizar esta tecnologia em qualquer situação: acessando o banco pelo smartphone, tablet ou computador, com garantia de sua identidade e ter seus atos válidos juridicamente, o que qualquer outra tecnologia não assegura sem incidência de altos custos forenses.

Outra vantagem que passou a vigorar desde maio último, quando o Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou que os bancos podem oferecer mais serviços online que ajudarão o dia a dia dos correntistas, como a abertura de contas por meio de Certificado Digital. “Esta é mais uma vantagem de quem possui um Certificado Digital ICP-Brasil válido. Com esta mudança, não será mais necessário que os bancos gastem em tecnologias caras de biometria para reconhecimento do cliente. O Certificado Digital é suficiente, assim o cliente não precisa ir pessoalmente a uma agência bancária para apresentar um documento original com foto para provar ser ele o titular da conta. Essa vantagem pode ser reproduzida em outras transações para os correntistas, sem ônus para os bancos, pois o certificado pertence ao cliente, isso é altamente sustentável e se enquadra nas novas tecnologias”, acrescenta Cangiano.

ANCD – Associação Nacional de Certificação Digital

Portal Information Management.

Governo vai usar biometria para identificar cidadão nos serviços eletrônicos

Luiz Queiroz … 08/08/2016 … Convergência Digital

O governo pretende usar a biometria para identificação do cidadão brasileiro quando este buscar alguma informação do seu interesse armazenada nos bancos de dados do governo ou em algum serviço em meio eletrônico. Para tanto, vem mantendo negociações com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – que já detém as informações biométricas armazenadas de milhões de eleitores brasileiros.

A informação foi passada com exclusividade à CDTV do portal Convergência Digital,em entrevista exclusiva do novo Secretário de Tecnologia da Informação, do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Marcelo Pagotti. Não se trata, entretanto, de abandonar o projeto de certificação digital que há anos o governo vem empreendendo através do ITI – Instituto Nacional de Tecnologia da Informação.

Pagotti explicou que a certificação digital também poderá ser usada nos casos em que cidadãos já tenham adquirido. Porém, o governo entende que todos os esforços nesta direção fracassaram quando se trata da oferta de um certificado que seja barato para a população, sobretudo a de baixa renda.

Com a base de dados já implementada pelo TSE, o governo acredita que o uso da biometria seja uma forma mais popular e segura para que o brasileiro possa dispor das suas informações nos bancos de dados federais, além de serviços de e-gov que serão implementados até o final de 2017, data que o secretário acredita que seja possível a implantação do novo modelo de identificação.

Marcelo Pagotti também falou de Big Data e da nova política de dados abertos implantada pelo Governo Temer. Segundo ele, o governo está incentivando aos orgãos federais a abrirem imadiatamente os dados para os cidadãos, dentro do prazo de 180 dias estipulado em decreto.

Porém, se houver resistência, a STI deverá trabalhar com uma nova política que obrigue aqueles que acharem que são donos dos dados e não desejam torná-los públicos. Assistam a primeira entrevista do secretário de Tecnologia da Informação.

 

Brasil e Argentina assinam acordos para facilitar comércio bilateral

Principal medida é a criação do Certificado de Origem Digital, que ajudará na redução de custos e prazos para exportadores dos dois países

Os ministros também assinaram o Acordo de Cooperação em Facilitação de Comércio entre os países e o BID / Divulgação

Brasil e Argentina firmaram, na última terça-feira (2), Declaração Conjunta orientando as áreas técnicas dos países a dar prosseguimento ao Projeto Piloto do Certificado de Origem Digital (COD).

A inovação deve gerar economia de tempo: atualmente, a obtenção do certificado leva até 24 horas, podendo chegar a três dias quando a entidade emissora não se localiza na cidade da empresa solicitante. A expectativa é de que a emissão eletrônica do COD reduza esse prazo para 30 minutos.

O acordo foi assinado pelos ministros Marcos Pereira e Francisco Cabrera, representando o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil (MDIC) e o Ministério da Produção da Argentina. Na avaliação de Pereira, o certificado de origem digital representa economia de custos de pelo menos 35% na emissão do documento, uma vez que reduz gastos com logística.

De janeiro a julho de 2016, a corrente de comércio entre Brasil e Argentina registrou US$ 12,5 bilhões. O país vizinho figura como o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China e dos Estados Unidos.

Para o ministro Francisco Cabrera, a simplificação dos trâmites contribui para fortalecer o potencial de comércio das empresas argentinas. Ele destaca também o interesse em avançar para construir uma agenda conjunta entre Brasil e Argentina.

“O plano produtivo do governo para a geração de emprego tem entre seus pilares a simplificação da burocracia e a inserção inteligente no mundo. Este processo com o Brasil está em linha com ambos os objetivos”, disse Cabrera.

O secretário de Comércio Exterior, Daniel Godinho, e o secretário de Comércio da Argentina, Miguel Braun, assinaram Memorando de Entendimento Técnico que vai permitir a aceitação de assinaturas eletrônicas entre os governos.

O certificado de origem digital é o documento eletrônico que atesta a origem da mercadoria, assinado digitalmente pelo exportador e pelo funcionário habilitado da entidade emissora autorizada pelo Mdic. O COD atende a rígidos padrões de segurança, dando maior confiabilidade à transação comercial. Brasil e Argentina serão os primeiros países a adotar o mecanismo.

Acordo de Cooperação

Os ministros também assinaram o Acordo de Cooperação em Facilitação de Comércio entre Brasil, Argentina e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O acordo prevê a troca de informações técnicas e de experiências no desenvolvimento do comércio exterior, na harmonização e simplificação de processos e exigências de dados, na coordenação das ações de agentes intervenientes no comércio exterior e na promoção da transparência nas relações comerciais bilaterais.

Comércio bilateral

Neste ano, as exportações brasileiras para a Argentina caíram 1,8% em relação aos primeiros sete meses de 2015, passando de US$ 7,6 bilhões para US$ 7,5 bilhões. A participação da Argentina nas exportações brasileiras em 2016 é de 7%.

No acumulado do ano, o Brasil registra superávit de US$ 2,5 bilhões. As exportações brasileiras para a Argentina apresentam a seguinte composição: 93,5% de manufaturados, 3,2% de produtos básicos e 3% de semimanufaturados. A composição das importações, por outro lado, foi de 75% de manufaturados, 21,6% de produtos básicos e 3,4% de semimanufaturados.

Em 2015, a corrente de comércio entre o Brasil e a Argentina atingiu US$ 23 bilhões, com exportações de US$ 12,8 bilhões e importações de US$ 10,2 bilhões, o que resultou num superávit para o Brasil de US$ 2,5 bilhões.

Fonte: A Crítica de Campo Grande

Smartphones e tablets aumentam demanda por certificados digitais

Luís Osvaldo Grossmann …Convergência Digital

Noticia_Seguranca_AindaO Instituto Nacional de Tecnologia da Informação tem um grupo de trabalho estudando uma regulamentação específica para certificados digitais em dispositivos móveis. Segundo o diretor de infraestrutura de chaves públicas do ITI, Maurício Coelho, depois de um novo recorde na emissão de certificados em 2015, há sinais de que smartphones e tablets começam a se tornar um fator específico de demanda.

“A demanda por uso de certificados em dispositivos móveis começou há alguns anos e a gente tem estudado uma regulamentação especifica para esses dispositivos. Mais do que simplesmente criar um certificado mobile, como marketing, temos um grupo que está estudando isso para ver se há questões técnicas de segurança, de interoperabilidade, que proporcionem uma regulamentação específica para esses dispositivos”, explicou o diretor durante transmissão ao vivo nesta segunda, via página do ITI no Facebook.

Segundo ele, por ora o mercado está trabalhando com certificados tipo A1 ou A2 para esses aparelhos – até porque a necessidade de acoplar um leitor externo torna o uso do A3 menos popular nesses casos (ao contrário das emissões em geral, onde predomina).

Segundo o diretor do ITI, o uso do certificado digital em celulares e tablets “é uma virada de jogo”, visto serem equipamentos de uso constante. “Se pudermos trazer nessa facilidade o universo do certificado digital, vai trazer uma aceitação mais fácil para o usuário. E a gente percebe pelas aplicações que isso já está acontecendo”, disse Maurício Coelho.

Como apresentou o diretor do ITI, 2015 foi o ano com maior emissão de certificados digitais – foram 3,28 milhões, número 28% superior ao registrado em 2014. A previsão é de nova alta em 2016, embora mais modesta, na casa dos 5%. “A expectativa é que feche ano de 2016 com 3,4 milhões de certificados”, indicou.