Tudo sob controle

A proteção contra roubos e perdas de dados aumenta, ao mesmo tempo em que as ameaças tornam-se mais sofisticadas.

Por Paulo Brito, para o Valor, de São Paulo

A computação em nuvem é uma das vertentes de tecnologia da informação que crescem com mais rapidez em todo o mundo. Em sua pesquisa “Elevating Business in the Cloud”, publicada em dezembro, a consultoria KPMG estima que de 2013 a 2020 o mercado global de nuvens públicas vai evoluir de um faturamento anual de US$ 58 bilhões para US$ 191 bilhões. No Brasil, o faturamento desse segmento deve alcançar US$ 798 milhões neste ano, prevê o IDC. As forças que impulsionam esse crescimento são muitas, segundo a pesquisa da KPMG, mas algumas das mais notáveis são o custo (49%), o favorecimento da mobilidade para aplicações (42%) e a melhoria no alinhamento das empresas com seus clientes e parceiros (37%). Uma das poucas forças que agem em sentido contrário é a segurança, admitem consultores e especialistas, embora todos acreditem que até nesse aspecto a computação em nuvem é mais vantajosa para as empresas do que manter um centro de dados próprio. Um dos especialistas que defendem esse ponto de vista é Paulo Pagliusi, presidente do capítulo brasileiro da Cloud Security Alliance, organização sem fins lucrativos cuja missão tem como foco promover a utilização das melhores práticas para garantia de segurança da computação em nuvem. A preferência de tantas empresas pela nuvem ocorre porque ela é, na opinião de Pagliusi, um dos quatro pilares do que ele chama de computação social. “É ela que viabiliza as redes sociais, a mobilidade e os nossos trabalhos de ‘business analytics’”, diz. “Mas temos de levar em conta que no universo da nuvem o desafio da proteção cresce muito — se já era difícil antes, agora temos um grau de dificuldade mais elevado.” Pagliusi explica que no passado era necessário proteger um perímetro bem definido no centro de dados. Mas hoje esse perímetro é elástico — e não se pode definir um perímetro que seja toda uma nuvem. “Temos, sim, de usar uma proteção inteligente contra roubos e perdas. Ao mesmo tempo, as ameaças se tornaram mais sofisticadas. No passado, o atacante até gostava de aparecer, mas hoje é o contrário — são equipes e organizações que fazem o ataque. Muitas vezes focam numa corporação durante três ou mais meses, estudando pessoas e hábitos antes de atacar”, conta. William Beer, diretor da consultoria Alvarez & Marsal, acha que ao discutirem atualmente a adoção de cloud computing as empresas estão de olho nos aspectos econômicos e tecnológicos, sem grande atenção para as mudanças e riscos que essa nova tecnologia traz. “Por exemplo, o controle sobre seus sistemas é claramente diferente. Há uma certa perda de controle sobre os sistemas por parte da área de TI — um departamento pode comprar serviços sem consultar esse pessoal, o que também é um aspecto dessa mudança de status.” “Acho que o mercado está mesmo indo na direção das nuvens, mas é importante notar que há problemas concretos nesse mundo novo”, observa ele. Beer afirma que é preciso pensar, por exemplo, em quais informações deverão ficar em nuvem e entender que tipo de controle a empresa terá sobre elas: “Se a empresa quiser levar os dados para outra nuvem, como isso está contratado com o provedor? Que garantias haverá sobre as possibilidades de migrar os dados quando necessário? Muitas organizações pensam muito bem em como ir para uma nuvem, mas não em como sair dela”, acrescenta. E há provedores, diz ele, que não deixam claras essas questões em seus contratos. Entre os gestores de TI existe de fato um certo receio com relação à perda de controle sobre os dados e aplicações e em relação à conformidade ou compliance, concorda Ricardo Schuette, gerente da área de consultoria em TI da Deloitte. “Há preocupações com o controle da governança, com os aspectos legais da localização do armazenamento dos dados, com a disponibilidade dos dados e com a sua segurança”, explica. Pelo menos parte dessas preocupações, segundo ele, pode ser reduzida quando o cliente confere as certificações do provedor, como a ISO 27001, que padroniza os sistemas de gerenciamento de segurança da informação. Muitas vezes, no entanto, o provedor tem recursos que o cliente ainda não está pronto para utilizar, diz Schuette. “É aí que encontramos a maioria das falhas. Há novas ferramentas que nem todos estão preparados para utilizar.” Ele questiona, por exemplo, se o gerenciamento de usuários está sendo bem utilizado pelo cliente, ou se ele tomou a precaução de criptografar os dados que estão na nuvem. “Há o risco de o cliente não usar esses recursos por não conhecêlos bem”, observa.

nuvemnova

O líder de segurança da informação e sócio da PwC Brasil Edgar D’Andrea acrescenta que a contratação de um serviço desses precisa fazer parte de uma estratégia da empresa, sempre com um objetivo bem claro, como é o caso de aumento de eficiência ou redução de custos. “É preciso avaliar o que acontece com relação a segurança e compliance após essa decisão, e também com as questões legais e tributárias associadas à mudança. É necessário saber, por exemplo, se os dados terão de ficar aqui no país ou se podem ficar armazenados fora”, exemplifica. D’Andrea explica que ao planejar a migração de um cliente para cloud computing a consultoria aplica uma metodologia que permite a ele encontrar as respostas para todas essas dúvidas. “A metodologia faz o encontro desses desafios com as soluções. Uma questão que apresentamos ao cliente é se o prestador do serviço de cloud pode seguir as políticas de segurança e de conformidade da empresa. Pode ser que não haja como adaptar o serviço dele às políticas do cliente. Mas havendo planejamento estratégico pode-se determinar até mesmo se as políticas de segurança do provedor não são até mais rígidas que as da própria empresa.” Por mais que a tecnologia de computação em nuvem tenha evoluído, a preocupação com a segurança continua na mesa quando clientes e consultores discutem esse assunto, conta Ricardo Chisman, diretor-executivo e líder de estratégia digital da Accenture: “É um item que aparece logo no início das nossas reuniões com clientes sobre o tema”, diz ele. Chisman afirma que a questão da segurança não é muito diferente da que está presente ao se discutir terceirização em TI. “Discute-se outro tipo de vulnerabilidade e de risco, mas o fundamento ainda é o mesmo — como tratar dessas questões num ambiente que ainda é novo, que tem suas diferenças? O que percebemos também é que às vezes não há clareza sobre quais são os riscos nas situações discutidas — há muito mais riscos percebidos do que reais. Falta um entendimento claro do que seja o risco e isso atrapalha as discussões. É preciso verificar onde ele existe, onde é aceitável, onde há benefício apesar dele. E há situações em que o melhor caminho para a segurança é ir para cloud.”

Implementação de soluções ganha agilidade 

Adotar a computação em nuvem tem trazido vantagens não só em custos e facilidade na implantação de sistemas como na segurança física e dos dados. Na Web- Motors, que fez sua migração a partir de junho de 2014 para a nuvem da Amazon, o CIO Marcos Lonzetti cita algumas vantagens: “Os melhores fornecedores de segurança e de monitoramento estão homologados pela nuvem e presentes nela — a gente não tem nem o trabalho de configuração, tudo está pré-instalado. Isso significa que podemos nos concentrar nas nossas aplicações”, diz ele. Para a empresa, o maior problema de segurança não são ataques, mas os concorrentes ou os sites comparadores de preços, que enviam robôs para capturar dados nos servidores da companhia, diz o CIO. Até a migração para a nuvem, relembra, qualquer alteração ou aperfeiçoamento para resolver um problema como esse podia representar custos elevados e nem sempre isso estava previsto no orçamento. “Não tínhamos, assim, tanta liberdade de ação quanto agora com o uso de nuvem.” A maior vantagem, em sua opinião, é a agilidade para experimentar ou implantar soluções: “Estamos testando uma solução de segurança que identifica padrões de comportamento nas comunicações com nossos servidores. O que for indesejável pode ser bloqueado ou gerar um alerta para a equipe”, conta ele. Na Ideal Invest, gestora de fundos que opera na área de crédito universitário, a migração foi para uma moderna nuvem no padrão aberto Open Stack, explica o gerente de TI Bruno Damásio Silva: “É um ambiente que favorece a agilidade e a flexibilidade na sua adaptação ao negócio, diferente de uma nuvem híbrida ou pública de outro padrão, na qual nós é que tínhamos de nos adaptar ao ambiente, conforme o modelo de negócios inicialmente contratado”, comenta. Agora, acrescenta ele, a migração está sendo finalizada: “No modelo antigo ficarão somente os recursos de backup e contingência”, explica. Em termos de segurança, a vantagem destacada pelo gerente da Ideal Invest é a possibilidade de que sua própria equipe decida toda a implementação. “Se houver necessidade de compra de algum serviço adicional, nós o adquirimos do provedor, que tem uma equipe com know-how de cada uma das ferramentas”, afirma. (PB)

Provedores registram crescentes ataques DDoS

Carmen Nery, para o Valor, do Rio

Crescem os registros de ataques de DDoS (Distributed Denial-of- Service Attack, ou ataque de negação de serviço) em datacenters e na nuvem. O problema ocorre pelo acesso simultâneo em massa a um site ou servidor, provocando a queda do sistema. De acordo com o 10o Relatório Global de Segurança de Infraestrutura da Arbor Networks, aproximadamente 50% dos provedores de serviço, hospedagem, serviços móveis e corporativos e outros tipos de operadores de redes enfrentaram ataques DDoS no período de novembro de 2013 a outubro de 2014. “Ataques que aconteciam há 20 anos também acontecem hoje, o que mudou foi a escala. Hoje, há muito mais exposição e 25 tipos diferentes de ataques, desde o flood (inundação), àqueles que exploram falhas de programação ou de configuração”, analisa Wander Menezes, especialista em segurança do Arcon Labs, empresa que monitora tendências de ameaças. Ele observa que os atores também mudaram, indo de crackers (hackers ‘do mal’) a concorrentes. Os vetores usados nos ataques vão de universidades a empresas públicas com grandes capacidades. Relatório da Trend Micro aponta que 2014 contou com ataques DDoS que eram novos, de alta largura de banda e cada vez mais baseados em múltiplos vetores. Cerca de 80% dos ataques tinham mais de um vetor e a atividade botnet — conjunto de programas conectados à internet que se comunicam com outros programas similares a fim de executar tarefas como tirar o sistema do ar — subiu 240%.

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Fernando Cardoso, especialista de cloud security da Trend Micro, cita o caso da CloudFlare, que sofreu o maior ataque da história com uma largura de banda de 400 GB e a partir de uma falha no protocolo NTP — Network Time Protocol, que amplifica o alcance do ataque em 200 vezes. “Isso chamou a atenção para outro protocolo, o SMNP, capaz de amplificar a resposta em 650 vezes caso venha a ser usado num ataque”, diz. O tempo de inatividade não resulta apenas em perda de negócios para o operador de datacenter, mas em danos que se estendem aos seus clientes que têm na nuvem infraestrutura crítica para seus negócios. De acordo com pesquisa da Kaspersky Lab, ataques DDoS a recursos on-line de uma empresa também podem causar prejuízos consideráveis — com valores médios que variam de US$ 52 mil a US$ 444 mil, dependendo do tamanho da companhia. “A nuvem é mais apetitosa para os criminosos. Quanto mais recursos uma empresa coloca na nuvem, mais dependente ela ficará desses recursos e quanto maior a dependência, maior o impacto de um ataque DDoS. Cada provedor deve ter um plano de emergência para suportar os ataques e quem vai para a nuvem deve conhecer o plano do seu provedor”, aconselha Fábio Assolini, analista sênior de segurança digital da Kaspersky Lab. Outra novidade percebida no ano passado é que agora não são apenas computadores a efetivarem os ataques: foram descobertos roteadores infectados com vírus atuando como botnet. “No Brasil, desde 2012 sabemos de ataques que usam os modems de internet de usuários domésticos”, alerta Assolini. Domingo Montanaro, diretor de inteligência do Grupo New Space, diz que parte do trabalho da empresa é analisar o submundo fora das empresas para conhecer as motivações. Ele conta que hoje há empresas atacando empresas, para tirar o concorrente do ar, funcionários atacando empresas, ‘hacktivismo’ ideológico, vândalos buscando angariar reputação, ou mesmo a atividade econômica de cidades como Râmnicu Vâlcea, na Romênia, que tem sua economia baseada em crime cibernético. “No Brasil os ataques são de alto impacto, embora as motivações não sejam tão altas. Mas esta comunidade está se conscientizando de que esse tipo de atividade pode se tornar uma economia de alta renda como no Leste Europeu. Hoje um ataque DDoS pode ser facilmente contratado na rede, pois muitas empresas o oferecem de forma legal como ‘teste de estresse’”, diz Montanaro. Ariel Torres, consultor da F-Secure, prevê que a partir desse ano deve se intensificar ataques no Brasil visando a visibilidade dos Jogos Olímpicos de 2016, seja por parte de grupos de ativistas ou grupos políticos. “As grandes empresas e datacenters têm recursos para se defender. Mas as pequenas e médias podem estar vulneráveis.”

Fonte: Valor Econômico – 26/02

Escritório Digital

Representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) avaliarão amanhã o atual estágio do projeto Escritório Digital do Processo Eletrônico. A equipe técnica do CNJ apresentará a um grupo de advogados que acompanha o projeto uma primeira versão-teste do sistema. A ideia é proporcionar aos chamados usuários externos uma mesma forma de acesso ao Judiciário. Ao acessar o Escritório Digital, advogados, defensores e promotores públicos poderão localizar qualquer ação judicial de seu interesse, assim como apresentar petições e recorrer de decisões. Em desenvolvimento desde dezembro, CNJ e OAB firmaram parceria para criar o sistema, o Escritório Digital deverá ter sua versão-teste disponibilizada em março.

Fonte: Valor Econômico – 25/02

Precatório eletrônico

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) apresentou um modelo experimental de precatório eletrônico aos participantes do II Encontro Nacional de Precatórios, realizado nos dias 11 e 12 em São Paulo. A ferramenta está atualmente em fase de testes no TJ-DF, onde o Processo Judicial Eletrônico (PJe) vem sendo implantado desde julho de 2014. Os precatórios eletrônicos constituem uma das funcionalidades do PJe. No Distrito Federal, o valor atual da dívida é de mais de R$ 3,7 bilhões e o tempo médio para um precatório ser pago é de 17 anos. Em 2014, segundo levantamento do Conselho Nacional de Justiça, União, Estados e municípios deviam R$ 97,3 bilhões.

Fonte: Valor Econômico

Antifraude crescerá em 2015

Especialistas em segurança e auditoria de empréstimos consignados indicam que sistemas devem baratear

Amauri Vargas

A proteção antifraude para os empréstimos de modalidade consignada devem crescer em 2015. Isso porque companhias do mercado como VoxAge e BR Telemática apontam para o barateamento de sistemas que conferem a legitimidade dos financiamentos.

O indicativo positivo para os negócios envolvendo proteção contrastam com o número de fraudes cometidas no Brasil. Ainda assim, a queda de 7,5% na tentativa desse tipo de crime, apurado pela Serasa Experian, representa um total de 2 milhões de fraudes cometidas no Brasil.

É justamente para evitar que esse tipo de situação ocorra em meio às milhares de negociações de crédito consignado processadas, que as companhias VoxAge e Br Telemática foram procuradas. A demanda surgiu em 2011, dentro do banco BMG, com sede em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

Diferenças

Apesar desse tipo de demanda ser associada à proteção digital, o sistema de empréstimo consignado apresenta uma peculiaridade, como conta o CEO da VoxAge, Alexandre Constantine. “Esse tipo de proteção não envolve fraudadores comuns, que procuram por cartões e senhas de contas bancárias padronizadas”, Explica.

Ele complementa que a função do sistema é a de contatar via contact center os solicitantes e verificar a autenticidade do pedido. “Atendentes orientados pela plataforma conseguem o telefone da pessoa auditada em bancos de dados como o do próprio Serasa e atestam por meio de perguntas e pegadinhas a legitimidade.”

Constantine afirma que a companhia deve crescer aproximadamente 20% este ano, mesma performance de 2014.

Fonte: DCI – 18/02

INSCREVA-SE PARA O III SEMINÁRIO NACIONAL DE CERTIFICAÇÃO DIGITAL

Estão abertas as inscrições para o III Seminário Nacional de Certificação Digital, evento que apresentará os usos e benefícios da certificação digital no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil. O Seminário será realizado nos dias 15 e 16 de abril, em São Paulo, paralelamente a 20ª Cards Payment & Identificantion, maior feira de tecnologia para o setor de cartões, meios eletrônicos de pagamento, identificação e certificação digital da América Latina.

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As inscrições são gratuitas mediante preenchimento do formulário de inscrição. Os interessados devem informar, durante a inscrição, em quais dias do evento desejam participar. O número de vagas é limitado, ao ser atingida a lotação do espaço as inscrições serão encerradas.

Como nos anos anteriores, o evento, realizado pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação – ITI e pela Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia em Identificação Digital – Abrid, contará com a participação de palestrantes dos mais variados setores que vão apresentar soluções que fazem uso do certificado ICP-Brasil e os benefícios alcançados com o uso desta ferramenta.

O diretor-presidente do ITI, Renato Martini, destacou o sucesso das edições passadas do Seminário e falou das expectativas para o que será realizado neste ano. “O Seminário Nacional de Certificação Digital obteve uma grande aceitação em suas primeiras edições e já é um evento aguardado por quem tem interesse no setor de certificação digital. Em 2015, esperamos levar ao Seminário informações que tornem mais claro o uso da certificação e ajude no desenvolvimento de novos usos e aplicações”, destacou Martini.

Em breve será divulgada a grade completa do evento.

Acesse o formulário e inscreva-se!

III Seminário Nacional de Certificação Digital

Local: Transamerica Expo Center – Avenida Doutor Mário Vilas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro – São Paulo/SP

Contato: Assessoria de Comunicação – ASCOM/ITI

E-mail: comunicacao@iti.gov.br

Telefone: 55 (61) 3424-3892

Fonte: ITI – Instituto Nacional de Tecnologia da Informação

Certisign adota Fluig da Totvs

Maurício Renner

A Certisign, empresa brasileira de certificação digital, adotou o Fluig, plataforma de processos, documentos e identidade da Totvs, para otimizar o fluxo de trabalho de 600 colaboradores.

O pacote adotado inclui uma rede social corporativa, além de módulos de gerenciamento de conteúdo empresarial (ECM, na sigla em inglês) e processos de negócio (BPM, na sigla em inglês).

Pelo novo portal foram criadas diversas comunidades, de acordo com o interesse de determinadas áreas da empresa como a de Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) e de Manutenção, substituindo a antiga intranet.

“Começamos o trabalho de conscientização com a publicação de um Manual de Conduta e Ética. Em pouco tempo, a adesão cresceu e hoje todos já estão conectados pela plataforma”, comenta Giovanni Antônio Rodrigues, gerente de sistemas corporativos da Certisign.

A Certisign personalizou o uso da plataforma e adicionou mais um nível de segurança com a adoção do Certificado Digital como meio de acesso único para todos os funcionários.

“Para nós foi muito gratificante desenvolver esse projeto na empresa, pois tivemos a oportunidade de compartilhar muito conhecimento técnico, que refletiu na evolução da própria plataforma”, sumariza Gilmar Hansen, diretor de produtos do Fluig.

A relação entre as duas empresas não é nova. Em 2012, a Certisign fechou um acordo com a Totvs para usar o seu certificado digital em uma solução de gerenciamento de conteúdo corporativo, o ECM CD, um antecessor do pacote Fluig.

O Fluig conta com mais de 300 clientes e 250 mil usuários em todo o Brasil.  A lista inclui a gaúcha Lamb Engenharia, o grupo paranaense CR Almeida, controlador da concessionária EcoRodovias e a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG).

A  base de usuários está em expansão, tendo triplicado desde abril do ano passado, mas ainda é pequena frente ao ecossistema Totvs: a empresa tem hoje mais de 26 mil clientes.

Em setembro de 2013, a companhia buscou um financiamento de  R$ 658 milhões junto ao BNDES – o maior da sua história – e anunciou que do total R$ 58,4 milhões seriam investidos na ferramenta.

Desde então, a Totvs vem se esforçando para alavancar as vendas, com direito à criação de um canal exclusivo para as vendas do Fluig, cuja meta divulgada em agosto do ano passado era chegar a 35 integrantes até o final do ano. O resto do portfólio da Totvs é vendido por 50 franquias em todo o país.

O parceiro de maior importância divulgado até o momento é a Resource, uma das maiores integradoras de serviços de TI do país, será uma revenda do Fluig,  plataforma de produtividade e colaboração da Totvs.

Fonte: Baguete

Automação fiscal, um caminho sem volta

João Carlos de Oliveira

O Brasil tem servido de exemplo para diversos países no mundo quando o assunto é automação. Um dos trabalhos mais recentes e que tem despertado o interesse de diversas nações é a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), voltada para indústria e atacado. Para se ter uma ideia, segundo dados do Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais (Encat), o Brasil disputa com o México a posição de maior emissor de cupons eletrônicos no mundo. Os números dão uma ideia dessa grandiosidade: desde a implantação do sistema, em 2006, já foram emitidas 10 bilhões de NF-e por mais de 1 milhão de emissores, ou seja, 10 bilhões de documentos em papel que deixaram de ser emitidos.

Essa realidade agora começa a ganhar o varejo, com a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e). Para se ter uma ideia do sucesso da iniciativa, implementada em 2012 em forma de projeto-piloto com 32 empresas voluntárias em sete estados, ela já é uma realidade em praticamente todo território nacional. Somente em 10 meses — de janeiro a outubro do ano passado —, o número de documentos eletrônicos ultrapassou a marca dos 100 milhões.

Tanto na NF-e quanto na NFC-e, o código de barras é uma ferramenta fundamental. É por meio da leitura do código no caixa, por exemplo, que se gera o documento eletrônico assinado digitalmente que é enviado à Secretaria da Fazenda. No caso da NF-e, as empresas que utilizam o código de barras são obrigadas a colocá-lo também no documento eletrônico. Esse processo facilita a gestão de produtos e sua rastreabilidade, reduzindo a possibilidade de fraude, desvio ou falsificação de mercadorias, uma vez que será possível acompanhar o trajeto de cada item em toda a cadeia de suprimentos.

Presidente da GS1 Brasil, Associação Brasileirade Automação

Fonte: Jornal do Comércio-RS

Caixa vai tornar financiamento do imóvel mais rápido

A Caixa Econômica Federal começará a utilizar o registro eletrônico de imóveis no estado de São Paulo. De acordo com o banco, a tecnologia irá reduzir o tempo para liberação do financiamento imobiliário na região.

O prazo necessário para registrar a casa ou apartamento é de um mês, em média. A expectativa da Caixa é que esse tempo seja reduzido para cinco dias com a ferramenta.

A maior agilidade na operação será possível por meio de uma parceria realizada entre a instituição financeira e a Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (ARISP), que representa os cartórios no estado.

O banco passará agora a enviar o contrato de forma eletrônica para os cartórios, que deverão realizar o registro da unidade no prazo de cinco dias úteis. Ou seja, não será mais necessário que o cliente vá até o cartório realizar a operação e volte para buscar o documento e levá-lo ao banco.

Quem deseja financiar um imóvel deverá apenas entregar toda a documentação exigida para a conclusão do acordo e assinar o documento físico do registro do imóvel na Caixa, que ficará sob a guarda do banco. O comprador terá a cópia física do registro e o PDF do registro eletrônico.

Para visualizar a imagem da assinatura digital do banco e a validade jurídica do documento eletrônico, é necessário apenas fazer o download do Assinador Digital, disponível de forma gratuita no site da Arisp.

O arquivo digital será assinado e enviado ao cartório pela Caixa, que tem a certificação digital necessária para realizar a operação e pode representar seus clientes. A operação não tem custos adicionais para o comprador.

Maior agilidade ajuda comprador de imóvel na planta

O prazo de liberação do financiamento é um dos pontos mais importantes na compra do imóvel, principalmente para quem adquire uma unidade na planta e precisa buscar crédito no banco na hora da entrega das chaves.

As construtoras costumam dar um prazo de 30 a 60 dias a partir da emissão do Habite-se do imóvel para que o cliente consiga obter o financiamento na instituição financeira. Caso não consiga a liberação do crédito nesse período, o comprador pode pagar juros e multas.

Quem busca um imóvel usado também pode perder o negócio caso o proprietário tenha urgência em vender a unidade e o financiamento não for liberado a tempo pelo banco.

A Caixa pretende expandir o registro eletrônico de imóveis para outros Estados ainda esse ano e espera que a tecnologia esteja funcionando em todas as regiões do país até o final de 2016.

Tempo total para liberação do empréstimo é maior

O prazo de cinco dias úteis vale apenas para o registro do imóvel, e não inclui o tempo médio da aprovação de crédito pela Caixa, de mais cinco dias úteis, segundo informações do banco.

Ou seja, se for incluído o prazo médio que o banco precisa para verificar se aprova ou não o crédito, o tempo para liberação do financiamento passará, na verdade, de 35 dias, em média, para cerca de 10 dias úteis.

A Caixa ressalta que esses prazos são válidos apenas se toda a documentação necessária para o financiamento estiver completa e em ordem. Quem deseja financiar o imóvel de forma mais rápida também não pode ter dívidas pendentes registradas em seu CPF.

Segundo a Associação Brasileira das entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP), o tempo médio para liberação do financiamento nos bancos é de 40 dias. Mas esse prazo pode atingir até três meses em casos extremos.

Marília Almeida, de EXAME

Saiba como obter o certificado digital para declarar o IRPF online

Certificação é emitida por empresas credenciadas pela Receita Federal e vai permitir ao contribuinte fazer a declaração de Imposto de Renda online

Em 2015, o contribuinte que desejar poderá fazer sua declaração de Imposto de Renda online, direto no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC) da Receita Federal. Para isso, é necessário que ele tenha um certificado digital, emitido por empresas autorizadas pela Receita. A novidade permite ao usuário salvar os dados “em nuvem” e acessá-los a partir de qualquer dispositivo, a qualquer momento. Assim, será possível começar a declaração em um computador, continuar em um smartphone e finalizar em outro computador, se for necessário.

A certificação também é necessária para que o contribuinte tenha acesso à declaração pré-preenchida, que importa dados sobre despesas médicas e outras fontes pagadoras de declarações anteriores.

Os certificados digitais – e-CPF ou e-CNPJ – podem ser emitidos por empresas credenciadas como Autoridade Certificadora Habilitada, que podem emitir, renovar e revogar os certificados.

A emissão do e-CPF custa em média R$ 150 e fica disponível em cerca de 24h. Clique aqui e veja a lista de empresas credenciadas pela Receita Federal.

O prazo para a entrega da declaração de Imposto de Renda começa no dia 2 de março e termina no dia 30 de abril.

O Tempo

Declaração do Imposto de Renda começa nesta segunda-feira (2)

Por  Portal EBC

Nesta segunda-feira (2), começam a ser recebidas pelo Fisco as declarações doImposto de Renda 2015. A expectativa da Receita para este ano é que um total de 27,5 milhões de declarações de pessoas físicas sejam entregues. As informações podem ser enviadas até o dia 30 de abril. As pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 26.816,55 em 2014 (ano-base para a declaração do IR deste ano) devem declarar.

O mesmo vale para quem teve rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados na fonte que somaram mais que R$ 40 mil. Estão no grupo, ainda, aqueles que tinham posse, em 31 de dezembro, de bens ou direitos de valor maior que R$ 300 mil.

A obrigatoriedade na declaração se aplica, também, a quem obteve renda bruta na atividade rural superior a R$ 134.082,75; ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência de imposto; ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias e futuros.

Os contribuintes podem optar por dois modelos na entrega do documento: o simplificado ou o completo. A declaração simplificada oferece um desconto “padrão” de 20% na renda tributável, substituindoas deduções legais da declaração completa — em que entram gastos como os com saúde e com dependentes.

Uma das novidades deste ano é a possibilidade de os contribuintes iniciarem sua declaração em um computador e finalizá-la em outro equipamento, já que as informações serão armazenadas na “nuvem” (acesso a computador remoto), online, em um arquivo cuja segurança é garantida pela Receita Federal e que poderá ser editado em qualquer lugar e em qualquer computador. Caso tenham certificação digital, os contribuintes poderão, ainda, preencher online a declaração diretamente no site da Receita Federal.

Outra novidade é a possibilidade de o contribuinte importar de um rascunho informações armazenadas nos computadores da Receita para preenchimento da declaração. Os rascunhos estarão disponíveis até domingo (1º).

Assim, a entrega da declaração do Imposto de Renda 2015 pode ser feita pela internet, com o programa de transmissão da Receita Federal (Receitanet), online (com certificado digital), na página do próprio Fisco, ou por meio do serviço “Fazer Declaração” – para tablet e smartphone.

Se o contribuinte obrigado a declarar o fizer depois do prazo ou não entregar o documento poderá ter de pagar multa de 1% ao mês, calculada sobre o total do imposto devido, ou multa mínima de R$ 165,74. O programa do Imposto de Renda 2015 estará disponível a partir das 8h do dia 2 de março.