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Médicos realizam consultas a distância

Profissionais têm realizado atendimentos online durante a pandemia

Uma pesquisa realizada pela Associação Paulista de Medicina (APM), entre os dias 9 e 17 de abril, com 2.312 profissionais de todo o País, mostrou que 51% dos profissionais de Medicina têm, durante a pandemia de Covid-19, realizado atendimentos a distância. Na Baixada Santista o número ainda é pequeno, 3%, mas mostra uma tendência que pode se estabelecer enquanto o distanciamento social for necessário.

A teleconsulta é como se fosse uma consulta normal no consultório, só que feita pela internet. A ferramenta mais usada, de acordo com a pesquisa, é o WhatsApp (69%); seguida por telefone e e-mail – com índices de uso em 35,3% e 18,3%, respectivamente, e videochamadas como Skype (10,4%) e Zoom (9,9%).

Funciona da seguinte forma: um paciente teve sua consulta presencial desmarcada devido à quarentena. Se o médico e paciente quiserem, reagendam o encontro através da internet. Nessa conversa online o profissional pode analisar exames e até prescrever medicação sem a necessidade de uma receita física.

Porém, o estudo aponta que ainda é pequena a faixa de médicos que fazem uso de prescrições eletrônicas (15%) – em que o paciente pode obter o medicamento diretamente na farmácia, sem uso de papel. É significativo, ainda, que apenas um a cada quatros profissionais que responderam ao estudo possuam certificado digital, obrigatório para as prescrições eletrônicas.

A Lei 13.989/2020 sancionada pelo Governo Federal libera a prática da Telemedicina durante a pandemia, mas veta a possibilidade de receitas médicas virtuais que possuírem apenas assinatura digitalizada (quando o médico imprime um documento, assina e digitaliza).

FUTURO

O presidente da APM, José Luiz Gomes do Amaral, diz que em breve os receituários não serão mais necessários e que a prática é mais segura e mais amiga do meio ambiente, já que evita o uso de celulose e, consequentemente, a geração de lixo.

O mesmo para exames. “Hoje em dia os laboratórios já enviam os resultados diretamente para os consultórios. Isso evita o desperdício de papel. No futuro, que está chegando mais rápido por causa da pandemia, não será mais necessário imprimir exames, nem ocupar espaço em armários com tanta papelada que acaba indo para o lixo depois”, analisa Amaral.

Para ele, a teleconsulta e as ferramentas disponíveis para isso já são conhecidas pela maioria dos médicos, mas como a sociedade está acostumada com a mesma forma de atendimento, os passos em direção ao uso da tecnologia no setor são vagarosos. “A pandemia acelerou esses processos que devem acabar se tornando habituais daqui pra frente”.

Para comprovar a consulta aos planos de saúde, o médico envia um relatório ao paciente e outro ao convênio, que prova o encontro online e garante o recebimento pelo serviço ao profissional. O mesmo processo para casos onde o paciente paga pela consulta e é reembolsado posteriormente.

CASOS GRAVES

O objetivo da teleconsulta não é eliminar a consulta presencial, até porque existem práticas necessárias que só podem ser realizadas presencialmente como exames de toque, procedimentos clínicos ou até mesmo análise de exames que mapeiam doenças mais graves.

“Sempre que o médico achar necessário, é preciso agendar uma consulta presencial e, claro, adotar todos os procedimentos de segurança que a epidemia de coronavírus exige”.

CAPACITAÇÃO

Quando questionados se fizeram algum treinamento específico para utilizar a telemedicina, apenas 10% dos médicos pesquisados responderam positivamente. A APM, inclusive, disponibilizou uma capacitação básica para os médicos, com duração de 10 horas, de forma online.

 

Diário do Litoral

 

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