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Lançado há um mês, certificado digital de vacinação acumula atrasos

Após reclamações e uma fila de espera que ultrapassa 13 mil pessoas, a Anvisa recomenda a viajantes ir a postos que emitem o certificado

Lançado há pouco mais de um mês, o serviço via web para a emissão do Certificado Internacional de Vacinação acumula atrasos, reclamações e uma fila de espera que ultrapassa 13 mil pessoas. Diante da situação, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a recomendar o uso do método antigo (a procura de agências credenciadas) às pessoas que têm viagens agendadas para os próximos dias a países que exijam o certificado.

“Houve uma procura maior do que imaginávamos. Além disso, o número de funcionários capacitados para a atividade ainda é limitado”, contou o Marcelo Felga, da Saúde do Viajante da Anvisa.

A agência conta com 32 pessoas treinadas para a atividade. Outras 40 deverão receber a capacitação. “A situação deverá ser resolvida num curto período de tempo, mas, para evitar transtornos aos viajantes, é melhor que eles procurem as agências, que continuam a desempenhar a atividade”, disse.

A emissão de Certificado Internacional de Vacinação digital é feita por meio do Portal de Serviços do Governo Federal. Quando foi lançada, a promessa era de que a análise da requisição não ultrapassasse cinco dias. Uma previsão que logo se mostrou ser demasiadamente otimista. O prazo foi então ampliado para oito dias. Mesmo assim, não tem sido suficiente.

Demanda surpreendeu Desde que o serviço via Web foi iniciado, 17,2 mil certificados foram emitidos. No passivo de 13,2 mil estão também pedidos que foram indeferidos por falhas em alguns documentos ou no preenchimento das informações. Embora a demanda tenha surpreendido organizadores, ela está muito aquém do movimento que historicamente era registrado nos 400 postos distribuídos no país para a emissão do certificado. A média era de 90 mil mensais.

“A expectativa é de que, com o fim das férias e com o aumento dos servidores, o movimento aos poucos retorne ao normal e o prazo de 8 dias seja retomado”, disse Felga. Ele observou ainda que muitas pessoas que já têm o certificado, por curiosidade, acabam fazendo também o pedido para a versão digital. “Não é necessário. O documento é válido para o ano todo”, ele afirma.

Doses padrão Para fazer o certificado, é preciso levar um documento original de identificação civil com foto e o comprovante da vacina de febre amarela. Só são aceitas doses padrão. Quem recebeu a vacina fracionada tem de se imunizar novamente, desta vez, com a dose padrão para receber o certificado.

Mais de cem países exigem o certificado do viajante. Os principais destinos dos brasileiros no exterior, porém, como Estados Unidos, Reino Unido e Portugal, não fazem esta exigência Estão na lista de países que pedem o documento Austrália, Bahamas e Tailândia.

Uma das grandes vantagens anunciadas para o pedido da certificação por meio digital era a economia de tempo e recursos Isso porque existem no país cerca de 400 locais autorizados para realizar o serviço. “Muitos viajantes precisam se deslocar para obter a documentação”, contou Felga.

Na época do lançamento, o governo chegou a dizer que haveria uma redução de custos para o Estado e para a população de até R$ 120 milhões por ano. Essas vantagens, no entanto, ainda estão distantes.

Jornalista: Agência Estado

Fonte: Metrópoles

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